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Mês de conscientização sobre prevenção e cuidados das doenças renais em cães e gatos.


MV. Monica Burza HOVETSC
Foto: Blumenkatzen Onyx por Nenad Fotografia

Prevenção das doenças renais


Março é conhecido como um mês de conscientização sobre prevenção e cuidados das doenças renais em cães e gatos. A campanha “Março Amarelo” intensifica a importância para ações preventivas e alerta sobre várias doenças que podem comprometer a saúde renal dos nossos animais.

A Doença Renal Crônica (DRC), é a doença renal que mais frequente acomete cães e gatos. (Grauer 2009) e uma das principais causas de mortalidade em gatos. (Schenck e chew, 2010). A ocorrência da doença aumenta em animais mais velhos, e normalmente com uma faixa etária superior a 7 anos, contudo é possível que ocorra em qualquer idade. É estimado que ate cerca de 20% da população de gatos seja afetada. (Polzin, et al, 2006).


É caracterizada pela lesão renal prolongada, que resulta na destruição progressiva e irreversível de pelo menos 75% néfrons. (George e Nelson, 2016).

A Doença renal crônica tem implicações em outros sistemas do organismo e ocorrem alterações no equilíbrio acido base, eletrolítico, metabolismo de cálcio e fosforo, sistema endócrino e eritropoiese. (Grauer, 2009).


Algumas etiologias potenciais de DRC incluem: malformação congênitas hereditária ou adquirida, hipertensão, doenças autoimunes e imunomediadas, infecção bacteriana, intoxicação. (Chew e DiBartola, 2007).


Algumas raças têm maior potencial para desenvolver a doença, como: Siamês, Abissínio, Persa, Maine Coon, Birmanes, Angorá, embora ocorra em gatos de todas as raças. (Palacio,2010).

Os sinais clínicos da DRC são inespecíficos e incluem letargia, inapetência, vômito, diarreia, perda de peso, poliuria e polidipsia. (Meak, 2003).


O diagnóstico pode ser feito por meio da urinálise, ultrassonografia, associado a dosagem sérica de ureia, creatinina. Vale ressaltar que a dosagem sanguínea deve ser feita em jejum alimentar adequado, e o animal deve estar hidratado, para evitar erro na interpretação.


Vamos lutar contra a DRC, agende um checkup para seu animalzinho, sucesso terapêutico depende do diagnóstico precoce.


Texto escrito por: Camila Rosine

Nefrologia Pequenos Animais

Unevet Centro Veterinário




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O calor chegou este ano com força total em nossa região.


MV. Monica Burza HOVETSC
Foto: Blumenkatzen Crystal (Fuffy)

Será que os gatos sofrem com o calor?


SIM, assim como nós. Nós conversamos com a Dra. Monica, médica veterinária especializada em felinos aqui de Blumenau. Ela compartilhou conosco alguns sinais que demonstram que o nosso gato pode estar sofrendo com o calor.

O Calor pode gerar alterações nos felinos visíveis, mas também podem ser sutis. Por isso é preciso estar sempre atento aos sinais que eles demonstram.


Mas quais os sinais que meu gato demonstra se está sofrendo com o calor?


Os felinos podem apresentar sinais sutis como começar a dormir em locais diferentes (como banheiros aonde temos piso frio), podem ficar mais incomodados com o nosso toque ou não quererem ficar mais no colo, podem ter redução na alimentação assim como podem demonstrar sinais mais graves, incluindo respirar rápido e de boca aberta (arfar – forma desesperada de redução do calor)


O que podemos fazer para reduzir incômodos e até danos graves pelo calor?


  • Para os gatos domiciliados podemos oferecer muitas fontes de hidratação como vários potes de água fresca espalhados pela casa.

  • Ter fontes de água de materiais como cerâmica que mantém naturalmente a água mais fresca, mas caso não tenha acesso a essas, podem ser as de plástico mesmo.

  • Colocar cubos de gelos em alguns dos potes de água da casa.

  • Fazer uso de ração úmida com maior frequência.

  • Fazer “sorvetes” de sachês (congelar os sachês com um pouco mais de água em forminhas de gelo) e deixar a disposição para os gatos.

  • Se possível deixar ventiladores (em locais seguros) para circulação de ar.

  • Pode – se ligar o ar condicionado em uma temperatura não muito fria.

  • Umidificadores de ambiente (sem cheiro) também são bem-vindos.

  • Para aqueles gatos, não tão sortudos e que vivem nas ruas, também podemos ajudar: Congelando potes de água durante a noite e na manhã seguinte colocar esses potes nos locais aonde os gatos circulam, de preferência protegidos do sol.


Outra dica importante: Sempre faça exames de check-up anuais em seu gato. Não espere até que ele esteja com algum sinal ou sintoma estranho. Medicina Preventiva é a melhor opção para nossos gatos e pode diminuir casos graves de doenças. Converse com seu veterinário de confiança e façam visitas periódicas.


Texto escrito por: Monica Burza, médica veterinária com certificação internacional Catfriendly.


Site:

HOVETSC - Hospital Veterinário Santa Catarina




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